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Quem nunca escutou que Desenvolvimento de Sistemas é curso para homens? Ou que mulheres na engenharia não conseguem emprego? Neste Dia da Mulher podemos refletir sobre como essa realidade tende a ficar para trás, pois a presença delas nesses e outros cursos vistos como masculinos, está aumentando ano após ano. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 48% das mulheres em idade ativa estão empregadas ou procurando trabalho. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a presença delas no mercado de trabalho deve aumentar mais do que a dos homens até 2030, sendo que 64% delas estarão trabalhando ou procurando emprego. 

Perceber que mudanças culturais e sociais estão possibilitando essa conquista às mulheres é animador, mas, por outro lado, ainda é preciso reverter a estatística que aponta que mulheres ganham cerca de 20% a menos que homens. 


Elas também precisam ter mais oportunidades para cargos de direção e gerência, e as estatísticas também estão do lado delas. Um estudo dedicado a analisar o impacto das mulheres nas empresas, feito pelo Instituto Peterson de Economia Internacional em 2016, apontou algo muito interessante: empresas com mais mulheres em posições de liderança apresentam lucro até 15% maior. 

Nesse sentido, falar sobre educação e trabalho no Dia da Mulher é uma das formas de evidenciar que elas precisam e merecem os mesmos espaços oportunizado aos homens. Visto que elas são tão capazes quanto eles, tanto para cursar, quanto para trabalhar em áreas tradicionalmente masculinas. 

É o que acredita a estudante Eduarda dos Santos Branco do curso a distância (EAD) de Tecnologia em Logística da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Sua escolha se deu pelo interesse em processos de compra, venda e transportes e está adorando os aprendizados. “Minha expectativa é alta, quero ingressar em outros cursos voltados a logística e administração de empresas, pois tenho planos de abrir minha própria empresa de transportes”, comenta Eduarda. 

No entanto, ela sabe que pode enfrentar dificuldades apenas pelo fato de ser mulher, já que, existem preconceitos em relação à capacidade, filhos e gravidez. “Homens ainda nos veem como ‘sexo frágil’, ‘desequilibradas’. Acreditam que não temos capacidade de executar projetos com a mesma eficiência que um homem”, comenta. Sua estratégia para lidar com isso é investir em qualificação e manter-se firme em seus objetivos. 

Outra estudante da Univali que escolheu um curso predominantemente masculino é Karla Adriano, que estuda Engenharia de Produção. E, na empresa em que trabalha como operadora de máquinas, ela já está mostrando seu potencial. “Atuei ativamente no projeto de Implementação de Manutenção Produtiva Total e melhoramos a eficácia de 30% para 90%. E foi com conhecimento do curso. Isso foi bem legal”, conta Karla. 

Ela diz que quando começou o curso, muitas pessoas acharam ser loucura dela, por ser muito difícil. Mas ela insistiu, pois sempre quis aprender melhor sobre o funcionamento das empresas e indústrias. 

No trabalho e no curso a presença feminina é minoritária, sendo que todos os engenheiros da empresa que trabalha são homens. “Mas eu já me acostumei, é tranquilo. Agora tem até colegas perguntando algumas questões técnicas para mim. (...) Minha expectativa é ser promovida e depois trabalhar como engenheira mesmo, se não na empresa que estou, em outra. Eu vou atrás dessa oportunidade, com certeza”, comenta ela. 

Já Mayara da Silva não pensou duas vezes para escolher o curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Ela sempre gostou da área e ainda na infância fez cursos de informática e computação. Quando teve a oportunidade de começar a graduação, nem pensou muito sobre o fato de ser um ramo bastante masculino. 

“Eu assustei um pouco quando vi a sala lotada de homens, mas agora acho normal. Eles me tratam bem, me respeitam. Agora, eu acho engraçado quando alguém me subestima, duvidando que eu fosse capaz de fazer algo. E eu digo: é, eu fiz”, conta a estudante, rindo.

Casada e mãe de um menino de 2 anos, ela escolheu a modalidade semipresencial para fazer o curso superior. Dessa forma, ela consegue conciliar os cuidados com o filho com os estudos e conquistar o tão sonhado diploma. “Não é fácil, mas não só pra mim que sou mãe, e sim para todos. O curso exige e é muito bom, só que precisa ter disciplina e foco”, comenta. 

Karla também estuda no ensino semipresencial da Univali e este possibilitou o acesso dela à educação superior. Além das mensalidades serem mais acessíveis, é possível conciliar os estudos com o trabalho.  Além de, não precisar se deslocar todos os dias para a instituição, enfrentando o trânsito e o transporte. 

Eduarda, Karla e Mayara mostram que as mulheres têm vontade e garra para ocupar seu devido espaço, e que o mercado de trabalho tem muito a ganhar com elas. Inclusive, engenharias e tecnologias são consideradas profissões do futuro, já que com automatização e informatização, essas funções serão cada vez mais requisitadas. Portanto, a escolha delas é certeira não apenas por ser o que gostam de fazer, mas porque a tendência é que as oportunidades continuem a crescer.  

Neste Dia da Mulher, que tal refletirmos sobre como incentivar e inserir mais mulheres no mercado de trabalho? 

 

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