Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre economia criativa, mas sabe do que se trata?

Esse setor da economia está relacionado à cultura, ao entretenimento, e é responsável por uma parcela considerável do Produto Interno Bruto (PIB).

Neste artigo, vamos explicar alguns conceitos, quais categorias profissionais se enquadram na economia criativa e o que é necessário para atuar na área.

Se você se interessa por cultura ou pretende usar o capital intelectual para gerar renda, leia este texto até o final.

economia criativa

O que é Economia criativa?

A economia criativa é o conjunto de ações e atividades relacionadas à cultura, tecnologia e criatividade que geram receita e impacto na economia.

Dentro do setor econômico, é possível dizer que está relacionada à produção, distribuição e criação de bens e serviços criativos.

Entende-se por economia criativa desde a composição de uma música, à criação de um aplicativo que resolva problemas do cotidiano, passando pela produção da sua série favorita.

Aquela canção que tocou no rádio quando você estava indo trabalhar ou a janta que pediu pelo IFood dias atrás, tudo isso é fruto da economia criativa.

Entendeu como essa área faz parte de nossa vida todos os dias, sem que a gente perceba?

E tudo que está envolvido nessa cadeia gera muita receita. De acordo com dados revelados pelo SEBRAE, atividades enquadradas como economia criativa representam quase 3% do PIB nacional.

Para se ter ideia, a geração de receita deste segmento no Brasil é superior a países de primeiro mundo, como Itália e Espanha, por exemplo.

Ainda estamos atrás de França, Reino Unido e Estados Unidos, que são superpotências também neste quesito, mas a verdade é que o Brasil está entre os principais produtores de economia criativa no mundo.


Como surgiu a economia criativa?

Embora as atividades culturais sejam milenares e acompanhem a história da humanidade, foi na década de 1980 que o termo economia criativa começou a ser usado.

A expressão foi adotada por Margareth Tatcher, quando era primeira-ministra da Inglaterra. Ela divulgou à época um relatório no qual reconhecia a importância e a força da tecnologia e cultura dentro do contexto econômico do país.

Diferente de setores tradicionais da economia, como agricultura, comércio e indústria, que produzem riquezas a partir de bens palpáveis, a economia criativa está muito associada a produtos cujo foco está no conhecimento artístico, cultural e tecnológico, com geração de receita a partir das experiências, lazer e facilidades geradas.

Mas engana-se quem pensa que economia criativa é composta apenas por artistas e tecnologia.

Enquadram-se dentro desse ramo atividades como arquitetura, publicidade, design, jornalismo, rádio, televisão, cinema e até mesmo artesanato.

E as oportunidades não param de crescer, especialmente para profissionais criativos, com a mente aberta, que estão conectados com as tendências e pensam no futuro.


Como funciona a economia criativa no Brasil?


Já reparou a quantidade de festivais de música, espetáculos teatrais, feiras ao ar livre e filmes que são produzidos no Brasil todos os anos? Isso sem falar em campanhas publicitárias que consumimos diariamente na TV, rádio, jornais e redes sociais.

Esse volume de atividades culturais gera mais de 850 mil empregos formais no país, isso sem falar de quem trabalha como freelancer ou prestador de serviço para o segmento.

As áreas que mais empregam dentro da economia criativa no Brasil são arquitetura, engenharia, design, moda e publicidade.

Mas ainda se enquadram dentro desse contexto cinema, música, comunicação, games, artes visuais e televisão.

Os segmentos dentro da economia criativa podem ser separados em 4 grupos, no Brasil:

• Consumo (design, arquitetura, moda e publicidade)
• Mídias (editorial e audiovisual)
• Cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais)
• Tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC)

Em 2011, foi criada a Secretaria da Economia Criativa (SEC), que tem por objetivo planejar, promover, implementar e coordenar ações que possam fortalecer a economia derivada das atividades culturais no Brasil.

alfabetismo digital


E no mundo?

No ano de 2013, a UNESCO apresentou um relatório sobre a economia criativa no mundo. Só em 2011, o segmento faturou mais de 600 bilhões de dólares, sendo um recorde.

Além disso, a entidade concluiu que a soma de tudo que compõe a economia criativa colabora também para o desenvolvimento social.

Outro eixo que cada dia é mais valorizado é o da sustentabilidade.

A escassez de recursos naturais que já acontece em algumas regiões do planeta está exigindo soluções criativas para o desenvolvimento de novas fontes de energia, bem como no desenvolvimento de produtos que não prejudiquem o meio-ambiente.

Empresas estão cada vez mais buscando adotar sustentabilidade dentro de seus projetos e produtos. Além de colaborarem com o planeta, quem adota tais posturas consegue ampliar mercado e deixar uma boa impressão nos clientes.

Todas essas iniciativas também fazem parte do leque da economia criativa.


Como trabalhar com Economia Criativa?

O mercado para quem quer atuar na economia criativa vai além da parte artística, e requer bons profissionais, de diversas áreas, desde administradores para empresas do setor cultural quanto publicitários e até mesmo quem trabalha com tecnologia da informação (TI).

Como a cada dia cresce o número de empresas do setor, hoje em dia profissionais de quase todas as áreas conseguem se enquadrar dentro do mercado de economia criativa.


Cursos de graduação que ajudam na economia criativa

Como estamos vendo desde o início deste texto, a economia criativa abrange diversas áreas e profissões. Confira algumas graduações que habilitam o profissional para atuarem neste segmento:

- Administração: não há empresa que resista sem um administrador. No segmento cultural e criativo não é diferente. O trabalho de um profissional com graduação em administração pode fazer com que aquela ideia genial e criativa possa virar um produto de consumo em massa, impactando na vida de milhares de pessoas.

- Análise e Desenvolvimento de Sistemas: grande parte do que acontece no território da economia criativa está na internet. O profissional de Análise e desenvolvimento de sistemas é capaz de ajudar na criação de softwares com finalidade sustentável, por exemplo.

- Design de Interiores: este profissional precisa usar a criatividade para deixar ambientes funcionais, bonitos e, por que não, sustentáveis. Além de embelezar um espaço – seja em casa ou no trabalho, o designer de interiores contribui para a qualidade de vida das pessoas.

- Marketing: esta é uma das áreas com mais mercado de trabalho dentro da economia criativa, pois ajuda a criar campanhas e estratégias para levar produtos e serviços até os consumidores. Para quem trabalha com marketing, a criatividade é um dos insumos mais importantes.

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Pós-graduação em Economia Criativa

Quem já tem uma formação acadêmica, mas quer estudar o tema de forma mais aprofundada também pode ingressar no curso de pós-graduação em Economia Criativa, Cultura e Inovação EAD.

A especialização tem como foco principal a criatividade, e foi desenvolvida para capacitar o profissional a transformar culturas internas dentro das organizações com base no pensamento criativo e na inovação.

Quem faz a pós-graduação em Economia Criativa, Cultura e Inovação EAD estuda os seguintes conteúdos:

• CRIATIVIDADE – IDEIAS E OPORTUNIDADES
• A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA CRIATIVA
• ECONOMIA CRIATIVA E EMPREENDEDORISMO SOCIAL
• A CAPACIDADE ESTRATÉGICA DE GERAR VALOR
• ANÁLISE MERCADOLÓGICA
• MODELOS CRIATIVOS DE GERAÇÃO DE VALOR
• A CULTURA DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES
• A CULTURA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO
• ADMINISTRAÇÃO DA CULTURA E DA INOVAÇÃO
• NORTEADORES ESTRATÉGICOS DA INOVAÇÃO
• A INOVAÇÃO COMO UM PROCESSO
• A INOVAÇÃO PRESENTE NA ECONOMIA


Como é fazer pós-graduação a distância?

O ensino a distância é uma das tendências mais fortes em termos de educação, especialmente em universidades.

Isso porque o EAD permite ao estudante conciliar a rotina acadêmica com o trabalho e vida pessoal.

No caso da pós-graduação, o aluno faz as aulas totalmente on-line, no ambiente virtual de aprendizagem (AVA). É neste espaço que ficam os livros, vídeos e demais materiais necessários para as aulas.

Os conteúdos ficam disponíveis 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Desta forma, o estudante pode se organizar para assistir às aulas no melhor horário dentro de sua rotina.

O curso de pós-graduação em Economia Criativa, Cultura e Inovação EAD tem um ano de duração, e o diploma é reconhecido pelo MEC, com validade em todo o território nacional.

Vale destacar que o diploma de um curso EAD tem a mesma validade de um presencial.


Conclusão

Ao decorrer deste texto, você viu que a Economia Criativa é um setor de extrema importância, sendo responsável por quase um milhão de empregos só no Brasil.

Sendo uma área diretamente ligada à criatividade e tecnologia, tem alto potencial de crescimento nos próximos anos.

Mas ao contrário do que muitos pensam, Economia Criativa não se restringe apenas à área cultural e de entretenimento. Cursos como administração, design, comunicação, marketing e gestão ambiental preparam profissionais para atuarem neste segmento, que é responsável por quase 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

No entanto, se você já tem uma formação e busca aperfeiçoamento, recomendamos que considere a hipótese de fazer a pós-graduação em Economia Criativa, Cultura e Inovação EAD.

Além de preparar o profissional para diversas oportunidades, o curso mantém o já reconhecido padrão de qualidade da Univali.

Em um ano, é possível estar trabalhando nesta área que cresce a cada dia, colaborando para o crescimento de empresas numa perspectiva sustentável e criativa.

Quer saber mais? Inscreva-se já e descubra como é simples entrar na pós-graduação da Univali.

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