Você já ouviu falar de cooperativismo? É um modelo de negócios caracterizado pela colaboração entre pessoas de interesses em comum e regido por determinados princípios.

Atualmente, segundo o Sistema OCB, já são mais de 1 bilhão de cooperados e 3 milhões de cooperativas em todo o mundo.

A estimativa é que esse cenário proporcione uma movimentação financeira tão expressiva que se as 300 maiores cooperativas do mundo fossem um país seriam a 9ª maior economia do planeta. Já imaginou?

Neste artigo, falaremos mais sobre os princípios do cooperativismo e como funciona esse modelo de negócios. Fique conosco e descubra mais sobre o assunto!

Aqui você vai conferir:
O que é cooperativismo
Os 7 princípios do cooperativismo
O cenário do cooperativismo no Brasil
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O que é cooperativismo

O cooperativismo é um movimento social e econômico baseado na colaboração e feito por pessoas com um objetivo em comum.

Nesse modelo de negócios, a gestão é feita de forma democrática. Sendo assim, todos os sócios cooperados têm o direito de votar igualmente para todas as decisões que são tomadas.

Além disso, é importante lembrar que as cooperativas são autônomas e independentes.

A primeira cooperativa surgiu na época da Revolução Industrial, na cidade de Rochdale, na Inglaterra, em 1844.

Na ocasião, 28 associados – sendo 27 homens e uma mulher – fundaram a Rochdale Equitable Pioners Society Limited.

Eles montaram seu próprio armazém, comprando alimentos em grande quantidade e conseguindo, assim, preços melhores pelos produtos.

O lucro era dividido igualmente entre todos os cooperados e, após doze anos, a cooperativa ainda existia, chegando a somar 3.450 integrantes.

Atualmente, existem diversas cooperativas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, sendo um modelo de negócio muito consolidado em nossa sociedade.

Contudo, muito mais do que um formato de negócios, com diversos segmentos de atuação, o cooperativismo trata-se de um modelo alternativo que busca constantemente produzir e gerar resultados para todos de maneira igualitária e justa.

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3 tipos de sociedades cooperativas

Existem três formas de classificar uma sociedade cooperativa, confira a seguir mais sobre cada uma delas:

Cooperativa Singular

Esse tipo de organização é caracterizada por ser uma cooperativa para pessoas.

Ou seja, o objetivo principal é prestar serviços diretamente aos associados. Uma cooperativa singular é formada por pelo menos 20 cooperados.

De maneira geral, não é permitida a admissão de pessoas jurídicas nesse modelo de cooperativa. Quando essa possibilidade é prevista, a prerrogativa é que não operem no mesmo segmento econômico.

Cooperativa Central ou Federação

Esse tipo de cooperativa é constituída por, pelo menos, três cooperativas singulares. Dessa forma, o objetivo deste tipo de cooperativa é organizar os serviços das filiadas.

Confederação de cooperativas

Também tem como objetivo organizar os serviços das filiadas. Isso porque a confederação é uma cooperativa para federações.

Uma confederação de cooperativas é formada, portanto, por no mínimo três cooperativas centrais ou federações de qualquer ramo.

Os ramos do cooperativismo

As cooperativismo se divide em diversos segmentos. Confira mais sobre eles abaixo:

  • Agropecuário: esse segmento abrange as cooperativas de produtores rurais e de pescadores, entre outras.
  • Crédito: o grupo é composto por cooperativas que prestam serviços financeiros, como empréstimo, financiamento e aplicações.
  • Transporte: esse setor envolve as pessoas que atuam no transporte de passageiros e aquelas que transportam carga.
  • Trabalho, Produção de Bens e Serviços: esse segmento do cooperativismo contempla a prestação de serviços especializados, indo do turismo ao beneficiamento de material reciclável.
  • Saúde: essas associações cooperativas são formadas por médicos, dentistas ou outros profissionais da área.
  • Consumo: cooperativas de consumo existem para viabilizar a compra coletiva de produtos ou serviços.
  • Infraestrutura: por fim, o ramo do cooperativismo de infraestrutura fornece imóveis, energia elétrica, rede de telefonia e outros serviços essenciais.

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Os 7 princípios do cooperativismo

Princípios de cooperativismo - profissionais reunidos em frente ao computador

Além de ser dividido em segmentos, como vimos anteriormente, o cooperativismo também se guia por determinados princípios. Conheça mais sobre eles:

1. Adesão voluntária e livre

Segundo esse princípio, qualquer pessoa interessada em participar de uma cooperativa é bem-vinda, desde que esteja alinhada ao objetivo econômico da instituição e disposta a assumir responsabilidades.

2. Gestão democrática

O controle de uma cooperativa é exercido por todos os seus membros de forma igual. Ou seja, todos os cooperados podem – e devem – participar ativamente da formulação de políticas e da tomada de decisão.

Para que esse processo ocorra de forma organizada, são conduzidas eleições, nas quais se escolhem os representantes oficiais do grupo.

3. Participação econômica dos membros

Assim como têm o direito de tomar decisões, os cooperados também devem contribuir com o capital da organização. Esse montante se torna propriedade comum da cooperativa – para aquisição de equipamentos, custeio das atividades etc.

4. Autonomia e independência

As cooperativas podem firmar acordos com outras organizações públicas ou privadas, mas é um princípio básico que o controle sobre as ações e decisões continue nas mãos dos membros.

Essa independência e autonomia em relação aos demais poderes é o que favorece a ajuda mútua entre os participantes, com base nos seus interesses comuns.

5. Educação, formação e informação

Uma das funções do cooperativismo é atuar no desenvolvimento das comunidades em que estão inseridas. E isso se faz com a educação.

Por isso, é muito comum que cooperativas ofereçam palestras, cursos técnicos e workshops para a capacitação dos cooperados e da comunidade ao redor.

Assim, eles também podem qualificar ainda mais seus negócios, gerando produtividade e conquistando mais competitividade de mercado.

6. Intercooperação

A colaboração entre diferentes cooperativas é um preceito básico desse meio. Afinal, a soma das partes dá força para o movimento seguir adiante.

Assim, cooperativas regionais e nacionais podem colaborar entre si. O que importa é agir em prol do bem comum, independentemente das barreiras geográficas ou culturais.

7. Compromisso com a comunidade

As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos seus membros.

Dessa forma, elas também assumem um papel de responsabilidade social junto às comunidades onde estão inseridas

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O cenário do cooperativismo no Brasil

O cooperativismo chegou ao Brasil algumas décadas após seu surgimento.

Foi em 1887 que nasceu a primeira cooperativa brasileira: a Cooperativa de Consumo dos Empregados da Companhia Paulista, em Campinas (SP).

Contudo, o movimento só ganhou força de verdade em 1889, com a criação da Sociedade Econômica Cooperativa dos Funcionários Públicos de Minas Gerais, em Ouro Preto. Depois dela, em 1891, surgiu a Associação Cooperativa Telefônica de Limeira (SP).

Atualmente, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022, o Brasil possui 4.888 cooperativas, gerando um total de 493.277 empregos no ano de 2021.

Um dos destaques é que o Brasil possui o maior sistema de cooperativas de saúde do mundo, somando um total de 767 cooperativas e sendo, por isso, referência mundial.

No Brasil, as cooperativas funcionam com base na Lei Nº 5.764/71, que institui a Política Nacional de Cooperativismo.

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Agora que você já sabe tudo sobre cooperativismo, temos uma pergunta: você já se imaginou trabalhando nesse ramo?

O universo cooperativista possui inúmeras possibilidades de atuação profissional e vem movimentando cada vez mais a economia.

Uma das formas de entrar nesse mercado de trabalho é fazendo uma pós-graduação na área.

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Essa pós-graduação capacita profissionais para atuarem em empresas que têm o cooperativismo como modelo de negócio, contribuindo para o desenvolvimento econômico da organização e dos associados.

A pós-graduação em Gestão de Cooperativas EAD é indicada para administradores, gerentes, gestores e colaboradores de cooperativas.

Contudo, demais profissionais com diploma de ensino superior na área de negócios e que se interessem pelo gerenciamento de cooperativas também podem fazer essa especialização.

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