No meio corporativo, faz total diferença ser um bom líder, independentemente da área.

Os perfis desses gestores e profissionais já foram estudados por cientistas, resultando nas chamadas “teorias de liderança”, conhecimentos específicos sobre o tema, com vertentes variadas.

Você já ouviu falar sobre elas? 

Aqui vamos te contar sobre as 6 teorias de liderança que todo profissional precisa conhecer e como elas ajudam no desenvolvimento pessoal. 

Vamos lá! 

Teoria dos Estilos de Liderança
Teoria da Grade Gerencial
Teoria da Escolha dos Padrões de Liderança
Teoria Situacional da Liderança
Teoria do Caminho/Objetivo
Teoria Transacional e Transformadora de Liderança
Conclusão: o papel da liderança

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1. Teoria dos Estilos de Liderança 

Idealizada nos anos 1930 pelo psicólogo Kurt Lewin, a Teoria dos Estilos de Liderança aponta os 3 principais estilos dessa ação: 

  1. Líder Autocrático
  2. Líder Democrático
  3. Líder Liberal (ou Laissez-Faire) 

O Líder Autocrático 

O Líder Autocrático diz respeito a um profissional capaz de tomar decisões rápidas, embasando-se nas suas experiências e conhecimentos técnicos.

As decisões não permitem opiniões, são unilaterais, com processo centralizado e discurso imperativo. Pode gerar resultados bons e ruins com esse comportamento. 

Em procedimentos técnicos, em que o líder tem maior capacidade para demandar da equipe a realização de tarefas, esse tipo de liderança é mais comum e com bons resultados, sendo o líder autocrático capaz de gerir equipes com execução normativa de prazos e de segurança. 

Esse perfil mais direcionador é exigido também na gestão de times juniores ou inexperientes. 

Contudo, empresas com maior exigência de criatividade e desenvolvimento da equipe apresentam resultados ruins com líderes autoritários. 

Percebe-se uma defasagem no engajamento, na inovação e na criatividade, visto a considerável diminuição de relações de troca (como diálogo e experimentações) entre líder e equipe, além de somente o gestor se envolver nas decisões, não sendo mais uma ideia de conjunto. 

O Líder Democrático 

Diferente do perfil anterior, este gestor levará as decisões para serem pensadas em equipe, dando voz a todos no grupo, mas sem perder sua posição de porta-voz do time. 

Conforme Lewin, o perfil Democrático é eficiente para equipes criativas e inovadoras, vistas as características de abertura, incentivo a trocas de ideias e ao feedback. 

Cria-se um ambiente de confiança para brainstorm, por exemplo, e para arriscar novos planos.

O lado negativo desse perfil é a demora na tomada de decisão, podendo afetar a performance do time. 

O Líder Liberal 

Último, mas não menos importante, o perfil de Líder Liberal ou Laissez-Faire (deixe fazer) é conhecido como de “delegador”. 

O líder não interfere no processo e deixa com que cada pessoa tome uma decisão e iniciativa, dando autonomia total ao indivíduo na equipe. 

Dá certo quando todos ali entendem sua função e qual caminho devem seguir, prezando pela harmonia para alcançar o objetivo.

Muitas empresas agem assim com seus setores, dando autonomia para que cada um tenha seu próprio planejamento e sua gestão de custo. 

Contudo, atenção: é preciso foco! Se as equipes destoam dessa “vibe” de saber seu lugar e seu caminho, esse perfil de liderança pode deixar a desejar, sobretudo se estivermos falando de equipes menores, como startups. 

Teoria da Grade Gerencial

Também conhecida como Grid Gerencial, é uma ideia criada por Robert R. Blake e Jane S. Mouton.

Consiste num conjunto grande de teorias sobre estilos de liderança, sendo que um líder pode usar várias formas e habilidades para trabalhar com sua equipe e atingir resultados ascendentes. 

A partir de um gráfico numerado de 1 a 9, analisam-se dois eixos: a relação do líder com o time e se a estrutura da empresa coopera nas ações diárias necessárias. 

A partir da combinação desses dois índices, cria-se o modelo de liderança baseado em dois comportamentos, um focado para pessoas e outro para tarefas.

Neste modelo de gráfico que citamos, podemos encontrar 81 estilos de liderança! 

 

Fonte: http://www.repositorio.furg.br

Segundo os índices, um líder pode ser: 

  • Líder 1,1 ou Pobre/ negligente: líder pouco focado nos dois eixos: tarefas e pessoas. Liderança quase ou totalmente ineficiente, é quase inexistente uma liderança eficiente.  
  • Líder 9,1 ou líder autocrático: muito focado em tarefas e pouco em pessoas; 
  • Líder 5,5 ou líder meio-termo: Líder equilibrado em ambos os eixos; 
  • Líder 1,9 ou country club: Líder preocupado em criar um ambiente de trabalho semelhante ao de um clube, como sugere o nome. Foca muito nas pessoas e pouco nas tarefas; 
  • Líder 9.9 ou líder de equipe: Líder ideal, com foco total nas tarefas e nas pessoas. Muito eficaz nas empresas, apresentando ótimos resultados e articulando um ambiente de trabalho saudável.  

Teoria da Escolha dos Padrões de Liderança 

Também chamada de Teoria da Liderança Comportamental, foca em como os líderes se comportam e como essas características podem ser copiadas por outros líderes. 

Acredita que os líderes não nascem bem-sucedidos, mas lapidam isso e transformam-se nesse perfil, sobretudo aprendendo com o que veem. 

Os padrões de comportamento são chamados de “estilos de liderança” nesta teoria. 

Teoria Situacional da Liderança 

O líder identifica qual dos fatores situacionais é mais importante e prevê o estilo de liderança que é mais eficaz nesse momento. 

O princípio desta teoria consiste que a eficácia do líder é atrelada a sua capacidade responsiva e de ajuste nas situações, uma adaptação saudável. 

Defende-se que as características podem ser aperfeiçoadas com o passar do tempo e que há pessoas com maior facilidade para exercer posição de liderança. 

Teoria do Caminho/Objetivo 

Desenvolvida por Robert House, foca em como os líderes devem auxiliar a equipe a encontrar o caminho para atingir as metas propostas, esclarecendo quais são estes caminhos, quais são os mais viáveis, reduzir o número de empecilhos e armadilhas e aumentar a oportunidade dessas pessoas no time. 

É uma teoria que interliga o relacionamento entre o estilo do líder, as características do grupo e o conjunto de tarefas.  

O líder precisa escolher entre 4 estilos de liderança para agir nas situações. São eles: 

  1. Estilo Diretivo: Estabelece diretrizes sobre padrões e comunica expectativas;
  2. Estilo de Apoio: Demonstra preocupação com o bem-estar dos membros da equipe e desenvolve relacionamentos mutuamente satisfatórios;
  3. Estilo Participativo: Solicita sugestões do grupo para tomadas de decisões e as leva em consideração;
  4. Estilo Orientado pela Realização: Estabelece metas desafiadoras, promove a melhoria do trabalho, cria expectativas altas e espera que as pessoas da equipe assumam responsabilidades. 

Teoria Transacional e Transformadora de Liderança

Um líder transacional é focado em metas, cumprimento de objetivos e não dá muita atenção ao ambiente de trabalho, satisfação e opinião de sua equipe. 

É uma prática mais antiga, colocada em instituições que dão menos liberdade aos funcionários. Costuma-se dizer que é uma postura mais de chefe, não de líder.

A equipe não tem tanta abertura para falar com o gestor. 

Já a liderança transformacional é a que o líder se preocupa com o ambiente de trabalho, com o que a equipe pensa, focando no crescimento do time, não apenas nos resultados. 

Além disso, esse líder sabe que um ambiente de trabalho saudável é combustível para atingir metas com maior facilidade.

As pessoas sentem maior abertura para falar com o gestor e maior confiança também. 

Conclusão: o papel da liderança

Vimos as várias teorias de liderança. É importante lembrar que, para ser um bom líder, não existe quem já nasça sabendo.

É preciso se especializar e buscar entender mais sobre como exercer essa função de maneira coerente e eficaz. 

Um dos pontos mais importantes é ter a inteligência emocional necessária para lidar com a equipe e com situações adversas, além de saber equilibrar performance com felicidade no local de trabalho. 

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